Da arquibancada para o campo: jovens atletas do Real vivem “sonho de infância” em primeira final
- 13/09/2023
Dizem que todo menino no Brasil nasce com o sonho de jogar
futebol. E esse sonho só aumenta quando você pode acompanhar de perto ídolos ou
jogadores marcantes na sua comunidade. Esse é o caso de alguns dos garotos do
time do Real, de São Roque, que disputam a sua primeira final de Amador na
carreira: Lucas, Dyonei e Lebre.
Dyonei começou acompanhar o futebol vendo seu pai, Paulo
Dirksen, vestir a camisa alvirubra. Paulinho, como o conheciam, era lateral,
mas precisou interromper a carreira por conta de uma lesão no joelho. Hoje
jogador, o atacante afirma que o pai sempre o incentivou a defender as cores da
comunidade: “eu sempre assistia aos jogos do Real vendo meu pai jogar, mas
infelizmente ele se lesionou e nunca mais jogou. Sempre fui incentivado por ele
a jogar também e usando as cores do ‘time da casa’ “.
Lucas Silva também sempre foi morador de São Roque e
acompanhava a equipe. Ele estava inclusive acompanhando o jogo do último título
do Real, em 2018: “lembro daquela final, eu tinha uns 11 anos, a gente
acompanhava todos os jogos em casa, mas como ainda éramos criança não
conseguíamos ver as partidas que o Real fazia em outros campos. Naquele título
a gente comemorou muito, até chinelo a gente lançou pra comemorar”, relembra o
hoje lateral alvirubro.
Na final de 2018, o Real foi campeão em cima do Celeste,
adversário da final também em 2023. Tanto Dioney quanto Lucas assistiram àquela
decisão, mas não só isso. Ambos entraram em campo com os jogadores do elenco
titular, no gramado que anos depois viriam a pisar como atletas da equipe
podendo disputar o troféu do Amador.
“Era uma emoção entrar com os jogadores em campo, e hoje
poder vestir essa camisa é ainda mais emocionante. É o time que sempre torci e
acompanhei”, menciona Lucas.
“Em 2018 eu era gandula nos jogos em São Roque. Na final eu
entrei com o Max, meio campista do time, e hoje poder defender o time de
coração disputando uma final é uma alegria imensa”, afirma Dyonei. Ele relembra
inclusive a final do ano seguinte, onde o Real perdeu para o Incas nos
pênaltis: “fiquei muito abalado, mas hoje tenho a chance que sempre quis de
poder ajudar meu clube a ser campeão”.
Erick Klering, o popular Lebre, 19 anos, não tem a mesma
história com a comunidade de São Roque que seus dois companheiros de equipe,
mas sabe o quanto o título é importante no distrito: “mesmo fazendo pouco tempo
que cheguei em São Roque sei da importância dessa final para todos os
moradores, incluindo minha família que em grande parte sempre morou no
município, além dos amigos que fiz. Todos os membros do Real estão 100% focados
para essa decisão e entraremos em campo com um único objetivo: sair campeão”. O
atacante, finalizou com um grito popular da torcida alvirubra: “Vamo Real”.
Companheiro de posição e de idade, Dyonei quase deixou pra
trás o conselho de seu pai no início da temporada. Ao SH Esportes, ele revela
que estava apalavrado para jogar no Água Verde, mas quando houve o convite da
diretoria do Real, “o coração falou mais alto”.
FINAIS
Os dois jogos da decisão serão ainda em setembro. O
primeiro, em São Roque, acontece no dia 17 e o segundo, na Vila, dia 24, ambos
às 15h15.
FINAL - Ida
17/09 - Domingo - Estádio Municipal São Roque
15h15: Real x Celeste
FINAL - Volta
24/09 - Domingo - Estádio Municipal de Vila Celeste
15h15: Celeste x Real
Com Inf/foto: SH Esportes
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