Quem são e o que pensam os cotados para substituir Mandetta

  • 16/04/2020

Nesta quinta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro começa a receber os cotados para suceder o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Há, por ora, três nomes que despontaram para o cargo após Mandetta dar um tom de despedida à sua entrevista coletiva ontem (15): o oncologista Nelson Teich, o presidente do Conselho do Hospital Albert Einstein, Cláudio Lottenberge a cargiologista Ludhmila Hajjar – diretora de Ciência e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Os dois primeiros já se mostraram favoráveis à política de isolamento social adotada pelo Ministério da Saúde. Ludhmila, por outro lado, defende a estratégia de afastamento, mas avalia que é necessário uma transição para a flexibilização das medidas.

Oncologista Nelson Teich

O médico Nelson Teich Foto: Terceiro / Agência O Globo

Em artigo recente, o médico se mostrou a favor do isolamento horizontal, como Mandetta.

“Diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da Covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distanciamento social, é a melhor estratégia no momento”, escreveu ele no dia 3 de abril.

Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Marcelo é uma das apostas da família Bolsonaro para substituir Mandetta. Isso por que, conforme revelou a colunista Bela Megale, de O GLOBO, ele tem relação próxima com Flávio Bolsonaro e trabalhou na equipe de transição de governo após a eleição do presidente.

Em entrevista ao site da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Queiroga se mostrou a favor de que as pessoas continuem em casa quando puderem para conter a disseminação do novo coronavírus.

“Neste momento de crise de saúde pública, é muito importante informar aos pacientes cardiopatas sobre os riscos que correm ao se contaminarem com o coronavírus, e a necessidade de se cuidarem e se protegerem é ainda maior, seguindo seus tratamentos específicos, conforme prescrição médica. Também queremos reforçar como é fundamental a população em geral seguir o isolamento social, para evitar o contágio, e tomar todas as precauções indicadas”, explica o presidente da SBC.

Ludhmila Hajjar, diretora de Ciência e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Ludhmila Hajjar Foto: Reprodução

Defensora do isolamento social como “uma estratégia de contenção importante” para segurar a curva da Covid-19 no Brasil, a cardiologista afirmou ao GLOBO que o país já está preparado para começar a rever a estratégia de restringir a circulação de pessoas. Hajjar defende o que chama de “uma saída pelo meio, que não seja extremista” para a flexibilização das normas restritivas.

“Como médica e pesquisadora, sou favorável ao isolamento como uma estratégia de contenção importante da doença. Mas essa precisa ser uma estratégia de transição. Na minha opinião, devemos iniciar estudos sérios e simulações para oferecer à população uma saída responsável e organizada do isolamento”, afirmou ao GLOBO.

Com inf, O Globo | Foto: Reprodução.

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