Criança morre após levar tiro em brincadeira com amigo de escola em Goianira, diz delegado
- 05/04/2019
Segundo a polícia, meninos de dez anos estavam dentro de casa quando
acharam a arma do pai de um deles. Delegado informou que o homem vai responder
por homicídio culposo.
Um menino de 10 anos morreu após ser atingido por um tiro que teria
sido disparado por outra criança da mesma idade, na tarde desta quinta-feira,
em Goianira, cidade da Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a polícia, os
dois eram amigos de sala e brincavam juntos quando aconteceu o disparo
acidental.
De acordo com o delegado de Goianira, Bruno Costa e Silva, o caso
ocorreu na casa do pai da vítima, que seria o dono da arma. “Eles são da mesma
sala, no 4º ano, e tinham estudado pela manhã. Moram perto no Parque Solimões e
a vítima chamou o amigo para brincar, por volta das 14h40, quando aconteceu o
acidente”, disse.
O delegado informou ainda que os meninos brincavam sozinhos dentro de
casa, quando pegaram uma espingarda artesanal, que estava no chão da cozinha,
perto de um armário.
“O menino disse que o amigo falou que a arma estava descarregada e por isso eles podiam brincar com ela. Ele puxou o gatilho atingindo a vítima no tórax. Os dois correram para a rua pedindo ajuda”, afirmou Bruno.
O Corpo de Bombeiros foi chamado para o socorro, pelo dono de um bar
próximo de uma estrada de terra, onde o garoto de 10 anos foi encontrado
pedindo ajuda.
A vítima ia ser transferida para o Hospital Estadual de Urgências
Governador Otávio Lage de Siqueira (HUGOL), mas morreu a caminho.
Segundo o delegado, a vítima morava com o pai e a madrasta. “Foi
instaurado um inquérito contra o pai pelos crimes de posse ilegal de arma de
fogo e também por homicídio culposo, por conta do fácil acesso ao armamento”,
disse Bruno Costa.
O pai do menino ainda não havia sido localizado por volta das 21h30
desta quinta. “Ao saber da notícia, ele estava no trabalho e o demais
familiares não souberam informar o paradeiro dele’, afirmou o delegado.
Ainda de acordo com Bruno, a criança que se envolveu no acidente não é
considerada nem autora e nem investigada. “O Estatuto da Criança e Adolescente
prevê medidas de proteção para esta criança, o que providenciamos
imediatamente”, informou, ressaltando que o menino já recebeu atendimento para
acompanhamento psicológico e também do Conselho Tutelar.
Mais testemunhas do caso, segundo o delegado, serão ouvidas nesta
sexta-feira (05).
G1
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