Bolsonaro embarca para os EUA para se reunir com Donald Trump
- 17/03/2019
Brasil e Estados Unidos devem assinar acordos em diversas áreas, entre
os quais, o de uso comercial da base de Alcântara (MA).
O presidente Jair Bolsonaro embarcou na manhã deste domingo (17) para
os Estados Unidos. O encontro entre Bolsonaro e o presidente americano Donald
Trump está previsto para terça-feira (19), na Casa Branca, em Washington.
Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada às 7h10 e decolou às 7h59 da
Base Aérea de Brasília. A chegada a Washington está prevista para as 16h deste
domingo, na Base Aérea Andrews. Bolsonaro volta ao Brasil na noite de terça.
Entre os ministros que o acompanham estão Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro
(Justiça e Segurança Pública).
Ainda na noite deste domingo, Bolsonaro deve participar de jantar
oferecido pelo embaixador do Brasil em Washington. O encontro está marcado para
as 19h30.
O presidente ficará hospedado na Blair House, residência utilizada pelo
governo norte-americano para receber chefes de Estado em visitas oficiais.
A viagem ocorre em um momento no qual o governo brasileiro diz que
deseja se aproximar dos EUA, segundo maior parceiro comercial, atrás somente da
China.
A agenda de Bolsonaro em Washington prevê encontros com:
"formadores de opinião";
empresários;
Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos
(OEA);
Donald Trump.
O encontro com Trump será privado, segundo o governo brasileiro, com a
presença apenas de um tradutor.
Depois, os dois presidentes farão uma declaração à imprensa na Casa
Branca e, ainda na terça, Bolsonaro fará uma visita ao Cemitério Nacional de
Arlington, com passagem pelo Túmulo do Soldado Desconhecido. Veja mais detalhes
do cronograma previsto no final da reportagem.
Bolsonaro e Trump terão a primeira reunião bilateral como presidentes
dos dois países. Os dois conversaram por telefone no ano passado, após a
vitória de Bolsonaro na eleição. Na oportunidade, Trump informou que desejava
trabalhar com o presidente brasileiro nas áreas militar e de comércio.
Acordos
Bolsonaro informou na semana passada que três acordos poderão ser
assinados durante a viagem. Um dos atos é um acordo de salvaguardas
tecnológicas (AST), que permitirá o uso comercial da base de lançamento de
Alcântara (MA).
O acordo é negociado desde 2000, chegou a ser assinado, porém foi
rejeitado pelo Congresso brasileiro. O compromisso tem cláusulas que protegem a
tecnologia usada pelos dois países.
O acordo prevê que os Estados Unidos poderão lançar satélites, foguetes
e mísseis da base maranhense, mas o território continuará sob jurisdição
brasileira.
Bolsonaro defendeu a medida em um pronunciamento ao vivo em uma rede
social. Segundo o presidente, o Brasil está "perdendo dinheiro" há
muito tempo por não explorar a base de forma comercial.
Venezuela
A crise na Venezuela também deverá ser tratada na visita de Bolsonaro.
Brasil e EUA estão entre os países que não reconhecem a legitimidade de Nicolás
Maduro e consideram o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da
Venezuela.
Trump já afirmou que enviar militares para o país sul-americano
"certamente é uma opção". O governo brasileiro, contudo, tem dito que
não participaria de uma intervenção na Venezuela. A fronteira com o país, em
Roraima, está fechada há mais de três semanas por ordem de Maduro.
Vistos
De acordo com o jornal "O Globo", Bolsonaro deve anunciar o fim da exigência de visto para turistas dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália que visitarem o Brasil. A Presidência ainda não confirma oficialmente a medida.
O Ministério do Turismo é favorável ao fim da exigência e preparou a minuta do decreto da medida. Cidadãos dos quatro países já conseguem tirar um visto eletrônico para entrar o no Brasil.
G1
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