Polícia faz nova operação para cumprir mandados de busca e apreensão no caso Marielle
- 13/03/2019
Agentes da Divisão de Homicídios (DH)
da Polícia Civil do Rio de Janeiro fazem uma nova operação, na manhã desta
quarta-feira (13), para cumprir mandados de busca e apreensão no caso da morte
da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
No início da manhã, os agentes do
Ministério Público e da Polícia Civil faziam buscas na casa do bombeiro Maxwell
Simões Correa, conhecido como Suel, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da
cidade.
Nesta terça (12), a polícia prendeu o
PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz. Ronnie é apontado
como autor dos disparos que mataram a vereadora e o motorista e Élcio teria
dirigido o Cobalt que ficou de tocaia em um endereço onde a parlamentar
participou de um evento na noite que foi morta e a seguiu até o Estácio, onde a
vereadora e o motorista foram executados.
Segundo as investigações, Ronnie fez
pesquisas na internet sobre locais que a vereadora frequentava. Os
investigadores sabem ainda que, desde outubro de 2017, o policial também
pesquisava a vida de Freixo.
O PM reformado teria feito pesquisas
sobre o então interventor na segurança pública do Rio, general Braga Netto,
além de buscas sobre a submetralhadora MP5, que pode ter sido usada no crime.
Além das duas prisões, os agentes
também cumpriram 32 mandados de busca e apreensão em vários endereços nesta
terça. Na ação, foram encontrados 117 fuzis incompletos, do tipo M-16, e 500
munições na casa de um amigo de Ronnie, no Méier, Zona Norte da cidade.
As armas, todas novas, estavam
desmontadas em caixas em um guarda-roupas - só faltavam os canos. O dono da
casa, Alexandre Mota de Souza, afirmou para os policiais que Ronnie, seu amigo
de infância, entregou as caixas, e pediu para guardá-las e não abrí-las.
Alexandre acabou preso, entretanto, sob a suspeita de tráfico de armas.
A polícia chegou nele rastreando um
barco que seria de Ronnie e estaria em seu nome. Alexandre Mota de Souza também
acabou preso, mas por suspeita de tráfico de armas.
A Operação Lume foi batizada em referência a uma praça no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. No local, ela também costumava se reunir com outros defensores dos direitos humanos e integrantes do PSOL.
G1
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