Traficante é expulso para o Brasil pela polícia paraguaia
- 12/03/2019
O traficante de drogas Thiago Ximenes,
conhecido como “Matrix”, foi expulso pelo Paraguai para o Brasil na tarde desta
segunda-feira (11). O brasileiro havia sido recapturado na sexta (8) por
policiais do país vizinho em uma região próxima à fronteira.
"Matrix" vinha sendo
procurado desde dezembro de 2018 quando da sede do Agrupamento Especializado da
Polícia Nacional do Paraguai, na capital Assunção, com o também brasileiro
Reinaldo Araújo, que acabou morto em um confronto com policiais na terça-feira
(5).
Depois da fuga dos dois, 18 policiais
foram presos por suspeita de cumplicidade com os criminosos.
Ximenes foi entregue a policiais
federais por volta das 15h30 na aduana da Receita Federal da Ponte
Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na fronteira
com Ciudad del Este.
Em seguida, ele foi levado para a
Delegacia da Polícia Federal, que não informou para onde ele será transferido e
nem quando.
Prisão e suspeito morto
Na sexta, o ministério do
Interior do Paraguai, Juan Ernesto Villamayor, disse à imprensa local que
"Matrix" foi pressionado a se entregar perto de Villa Ygatymí, no
estado de Canindeyú, cerca de 2 km do local onde Araújo foi morto. A região é conhecida
pelas grandes plantações de maconha.
Nesta sexta, Villamayor anunciou
ainda que quatro policiais foram presos suspeitos de pedir propina a um primo
de Ximenes para que o brasileiro não fosse preso.
No Twitter, o presidente do
Paraguai, Mario Abdo Benítez, informou mais cedo que o traficante estava a
caminho do Brasil e parabenizou a Polícia Nacional e o Ministério Público
paraguaio pela prisão e expulsão do brasileiro, apontado como um dos principais
chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Facção criminosa
No Paraguai, Matrix responde por
crimes como homicídio, tráfico de drogas e de armas e organização criminosa.
Ximenes também é fugitivo de
presídios argentinos, paraguaios e brasileiros. Ele é suspeito de participar de
um assalto a um banco em Foz do Iguaçu, em novembro de 2013. No ano seguinte
ele foi preso em Ciudad del Este.
Reinaldo Araújo era investigado por vários homicídios na região da fronteira e também era suspeito de integrar o PCC.
G1
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