Sobe para 157 o número de mortos em Brumadinho
- 08/02/2019
No 14º dia de buscas, sete corpos
foram encontrados na lama de rejeitos da barragem da Vale, em Brumadinho (MG).
Nesta quinta-feira (7), o número de mortos chegou a 157. Há ainda outras 182
pessoas desaparecidas entre funcionários da mineradora e moradores da região.
Do total de vítimas, 134 já foram identificadas.
Desde segunda (4), o Corpo de
Bombeiros de Minas iniciou uma nova fase das buscas, com mais máquinas pesadas,
como escavadeiras. Elas são usadas nas margens da região atingida, onde os rejeitos
são mais secos e rasos.
O número de máquinas do tipo tem
crescido diariamente e chegou a 12. Elas recolhem grandes porções de lama e a espalham
em outro local, para os bombeiros analisarem se há corpos inteiros ou
fragmentados.
A ideia é fazer um verdadeiro
pente-fino na área devastada -cerca de 3,96 quilômetros quadrados (equivalente
a mais de dois parques Ibirapuera).
A descoberta de novos corpos,
segundo a corporação, tende a ser mais lenta a cada dia, diante do novo patamar
de dificuldade da operação. A estratégia agora é dividir a região afetada em 44
quadrantes. Cada um deles, com área equivalente a quatro quarteirões, é ainda
subdividido, orientando o trabalho específico de cada uma das equipes.
Parte dos trabalhos segue como
anteriormente. Em áreas mais úmidas, bombeiros avançam rastejando sobre a lama,
o que evita que afundem. Tapumes servem de plataforma sobre a lama, que em alguns
pontos chega a ter 20 metros de profundidade.
Outra técnica usada é fazer
perfurações na lama para que o possível odor de corpos soterrados seja identificado
por cães farejadores.
As perfurações também podem
identificar construções ou veículos soterrados, que podem ter barrado o avanço
de corpos levados pela onda e ter sido a tentativa de último refúgio de quem
viu a massa de rejeitos se aproximando, no dia 25 de janeiro.
Se algo do tipo for identificado,
é iniciada uma escavação. O trabalho é feito em grande parte com as mãos e pás.
Quando há a possibilidade de se levar água, pode-se tentar uma mangueira com
alta pressão para facilitar e acelerar a escavação.
Segundo os bombeiros, as buscas
não têm prazo para acabar, mas, internamente, alguns militares já cogitam a
hipótese de não ser possível encontrar todas as vítimas.
A barragem que se rompeu liberou
cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro, que já
chegaram ao rio Paraopeba, que passa pela região. Era uma estrutura de porte
médio para a contenção de rejeitos de minério de ferro da Vale e estava
desativada. Seu risco era avaliado como baixo, mas o dano potencial em caso de
acidente era alto.
Folhapress
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