Prisão temporária de investigados da 59ª fase da Lava Jato é convertida para preventiva
- 06/02/2019
A juíza Gabriela Hardt converteu
as prisões temporárias do ex-presidente de empresas do Grupo Estre Wilson
Quintella Filho, do advogado e ex-executivo do grupo Mauro de Morais e do operador
financeiro Antonio Kanji Hoshikawa, que foram alvo da 59ª fase da Lava Jato,
para preventivas.
Quintella e Mauro de Moraes estão
detidos na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, desde o dia 31 de
janeiro, quando foi deflagrada a operação. Já Hoshikawa, se entregou um dia
depois à PF.
Por determinação da juíza, a
prisão preventiva poderá ser substituída por medidas cautelares mediante
pagamento de fiança de R$ 6,8 milhões para Quintella e de R$ 1,5 milhão para Mauro
de Morais e Antonio Kanji.
A atual fase mira o pagamento de
propinas pelo Grupo Estre em contratos com a Transpetro para tratamento de
resíduos, manutenção de dutos e construção de um estaleiro para produzir
embarcações para transporte de etanol no Rio Tietê. A propina era de 3% do
valor dos contratos, conforme o Ministério Público Federal (MPF).
O esquema movimentou cerca de R$
192 milhões, segundo depoimento de delação de Sérgio Machado, que é ex-presidente
da Transpetro. "Ele revelou no âmbito do seu acordo de delação que
angariou propinas para si e para integrantes da cúpula do PMDB entre 2003 e
2014. Segundo ele falou, a quantia por ele repassada a agentes políticos
totalizou R$ 100 milhões", disse o procurador da República Roberson
Pozzobon.
Além disso, segundo o procurador,
Sérgio Machado relatou que foram coletados pra ele mesmo cerca de R$ 2 milhões
ao ano de propinas no Brasil, e também recebeu R$ 70 milhões no exterior.
Ao todo, são investigados 36 contratos que totalizaram, entre 2008 e 2017, mais de R$ 682 milhões, conforme a Lava Jato.
G1
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