Justiça nega habeas corpus e mantém prisão de funcionários da Vale
- 04/02/2019
A segunda instância da Justiça de
Minas Gerais decidiu manter a prisão de três funcionários da mineradora Vale,
presos na semana passada no âmbito das investigações do rompimento da barragem
da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).
A decisão foi proferida pelo
desembargador Marcílio Eustáquio Santos, na sexta-feira (1º). As informações
são da Agência Brasil.
No despacho, o magistrado
entendeu que não há ilegalidades nos fundamentos apresentados pela primeira
instância, que decretou a prisão do geólogo Cesar Augusto Grandchamp; do
gerente de Meio Ambiente, Ricardo de Oliveira, e do gerente do Complexo de
Paraopeba da empresa, Rodrigo Artur Gomes de Melo.
De acordo com o Ministério Público,
os três funcionários estão diretamente envolvidos no processo de licenciamento
ambiental da barragem. Dois engenheiros terceirizados que atestaram a
estabilidade da barragem também estão presos.
Após o cumprimento dos mandados
de prisão pela Polícia Federal (PF), a Vale divulgou nota à imprensa na qual
informou que está à disposição das autoridades. "A Vale permanecerá
contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o
apoio incondicional às famílias atingidas."
Até a tarde deste domingo (3),
121 corpos haviam sido encontrados. Desses, 114 já foram identificados, segundo
o Corpo de Bombeiros de Minas. Ainda há 205 desaparecidos, segundo a Defesa
Civil de Minas Gerais.
Os Bombeiros suspenderam as
buscas por vítimas nesta segunda-feira (4), devido às chuvas que caíram durante
a madrugada e a manhã.
Folhapress
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