Casos de dengue se multiplicam a cada semana em Santa Helena
- 24/04/2024
Um novo boletim epidemiológico foi emitido nesta terça-feira
(23) pela Secretaria de Saúde da prefeitura de Santa Helena, apontando um
crescimento do número de casos confirmados de dengue.
Em relação à semana passada, o crescimento é de 106 casos a
mais. No boletim anterior, haviam 469 casos já confirmados no município. Este
número subiu para 575. Destes, a grande maioria já saiu do período de
transmissibilidade e 85 encontram-se ativos, ou seja, transmitindo a doença.
Desde o início do ano epidemiológico em agosto de 2023, já
foram catalogadas 1.691 suspeitas, sendo que destas, 838 foram descartadas,
praticamente 50%. Ainda há 278 em análise.
Por causa do grande número de casos de dengue e observando o
parecer técnico da 20ª Regional de Saúde, Santa Helena se encontra desde a
segunda-feira (15) em Situação de Emergência. O município possui índice de
infestação predial de 4,9%, estando acima do preconizado de 1%. Agora no início
de maio, outro LIRAa, Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti será
realizado pela equipe de campo.
Apesar de todo esforço da equipe e conscientização da
população através de campanhas permanentes já há tempos, a dengue continuou
crescendo no município, por isso a necessidade do decreto que possibilita um
trabalho com ações mais minuciosas para combater ao mosquito Aedes aegypti e a
doença. O avanço do número de casos impacta também a rede de atendimento da
saúde pública.
Atendimento médico e sobrecarga
O hospital conveniado reforçou a equipe médica, a UBS centro
passou a atender nos finais de semana, continua a sobrecarga das Unidades
Básicas e do próprio Hospital Micheletto, inclusive de internamentos, pois é
referência também, além de Santa Helena, para Entre Rios, São José e Diamante.
Os casos mais graves têm como protocolo, a transferência
para o Hospital Bom Jesus em Toledo que é a referência nestas situações.
As filas estão mais extensas e o tempo médio de espera
aumentou em função desta circunstância neste momento de epidemia.
A orientação continua e já vira um verdadeiro apelo: Elimine
água parada para barrar o avanço da dengue, que inclusive já fez uma vítima em
Santa Helena.
Cuidados
Todo cuidado parece que tem sido pouco e o que se faz
necessário é redobrar estes cuidados eliminando qualquer possibilidade de
acúmulo de água, único meio de criação do mosquito Aedes aegypti, transmissor
da terrível doença que pode levar à morte.
Como é praticamente impossível eliminar totalmente o
mosquito, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros
do Aedes aegypti.
Por exemplo, uma bacia ou pneu velho deixado no quintal de
uma casa é um risco, porque, com o acúmulo da água da chuva, a fêmea do
mosquito poderá depositar os ovos nestes locais. Então, o único modo é limpar e
retirar tudo que possa acumular água e oferecer risco.
Residências concentram focos, ovos sobrevivem no seco
Em 90% dos casos, o foco do mosquito está nas
residências. Em 45 dias de vida, um
único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.
O ovo do mosquito da dengue pode sobreviver até 450 dias,
mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco.
Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a vida adulta em um espaço de tempo entre 2 a 3 dias. Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.
Assessoria | Foto: Freepik
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