Procuradoria Geral da República defende que João de Deus continue preso
- 27/12/2018
A procuradora-geral da República,
Raquel Dodge, enviou nessa quarta-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF),
manifestação em que defende que o médium João de Deus permaneça preso.
Para a procuradora, a concessão
de um habeas corpus "representa dupla supressão de instâncias do
Judiciário, pois o mérito do Habeas Corpus apresentado pela defesa de João de
Deus não foi analisado pelo Tribunal de Justiça de Goiás ou pelo Superior
Tribunal de Justiça (STJ)". O documento foi encaminhado ao presidente da
Corte, ministro Dias Toffoli.
A defesa dele espera que o
Supremo Tribunal Federal (STF) aprecie o pedido de liberdade apresentado depois
que o Tribunal de Justiça de Goiás e o Superior Tribunal de Justiça (STJ)
negaram os pedidos de liminar (decisão provisória) para que o acusado fosse
liberado para responder ao inquérito em casa, usando, se necessário, tornozeleira
eletrônica. João de Deus é acusado de ter cometido crimes de abusos sexuais
contra mulheres que frequentaram a casa onde oferece atendimento espiritual. O
Ministério Público apura mais de 250 casos. Ele nega as acusações.
Raquel Dodge ainda defende a
manutenção da prisão preventiva, "já que a conduta prévia do investigado
revelou risco de fuga e a intenção de dificultar as investigações". João
de Deus está preso desde 16 de dezembro por ordem da Justiça de Goiás.
"Segundo Raquel Dodge, as
provas revelam que houve movimentação financeira de vultosas aplicações
bancárias e que João de Deus chegou a abrir mão de rendimentos para realizar
saque imediato da conta. A PGR contesta ainda a alegação de apresentação
espontânea de João de Deus à autoridade policial. Isso só aconteceu após a
decretação da prisão preventiva e quando eram conhecidas as movimentações
financeiras recentes", diz nota publicada pela PGR.
A procuradora diz que manter a
prisão é interromper a prática de mais crimes, intimidação de vítimas e
testemunhas e impedir possível fuga.
Agência Brasil
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