Treze testemunhas depõem no caso Tatiane Spitzner

  • 12/12/2018

O primeiro dia de audiência do caso da morte da advogada Tatiane Spitzner terminou às 23h25 de terça-feira (11). Durante aproximadamente dez horas, foram ouvidas 13 testemunhas no Fórum de Guarapuava, na região central do Paraná.

Entre as testemunhas, eram oito de acusação e seis comuns – ou seja, das duas partes: defesa e acusação. Houve meia hora de intervalo, ao longo da audiência.

Ao todo, 14 testemunhas tinham sido indicadas, mas um policial civil foi dispensado.

Luis Felipe Manvailer, ex-marido de Tatiane e autor do crime, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), acompanhou os depoimentos, com exceção do primeiro, pois a testemunha não quis que ele ficasse. Então, ele foi para uma outra sala.

Luis Felipe é réu no processo pelos crimes de homicídio com quatro qualificadoras (asfixia mecânica, dificultar defesa da vítima, motivo torpe e feminicídio), cárcere privado e fraude processual.

Manvailer ficou sentado do lado esquerdo da sala, onde estavam a juíza Paola Gonçalves Mancini, dois promotores de justiça, assistentes de acusação e os advogados de defesa de Manvailer. Ele ficou todo o tempo sob a escolta de um policial militar.

Entre as testemunhas ouvidas estão Caroline Ferreira, amiga de Tatiane, o delegado de Guarapuava, Bruno Macioner e dois policiais civis, que são investigadores de polícia.

A audiência continuará na quinta-feira (13), com previsão de início às 9h. Outras 15 testemunhas vão ser ouvidas, e Luis Felipe deve ser interrogado.

A defesa de Luis Felipe está questionando laudos. O corpo de Tatiane chegou a ser liberado para a funerária logo após a morte e, depois, o Instituto Médico-Legal (IML) requisitou de volta para exames complementares.

Para a defesa, essa "ida e volta" compromete a credibilidade dos exames. Porém, o auxiliar de necropsia ouvido na audiência de terça-feira disse que esse fato não afeta os resultados. Com base nisso, MP-PR sustenta que laudos estão valendo.

Relembre o caso

Conforme o MP-PR, Luis Felipe matou a mulher, jogou pela sacada e, em seguida, recolheu o corpo de Tatiane e o levou de volta para o apartamento.

O marido foi preso horas após o crime ao sofrer um acidente de carro na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava. Ele disse que se acidentou porque a imagem da esposa pulando a sacada não saía da cabeça dele.

A defesa dele pediu por duas vezes a suspensão do processo.

Os advogados alegaram impossibilidade de apresentar uma resposta à acusação porque, na denúncia, a promotoria não deixava claro quando, onde, e como Tatiane Spitzner morreu.

G1

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